Minhas "quase xilogravuras"

Neste processo de escrever a minha história, descobri que tão legal quanto escrever é ilustrar.

Ao mesmo tempo em que fui escrevendo os capítulos, revolvi desenhar as personagens. Mas havia um novo desafio: o tamanho!

Até então meus desenhos e pinturas sempre foram feitos no formato A3 ou A2, eu gosto de espaço e cores. Gosto da sensação do pincel deslizando livre e fluido por grandes superfícies... Este movimento simples me acalma e me conecta com a pintura, enquanto vou esperando que ela me diga qual é a próxima cor que a ela pertence...

Enfim. Para o livro eu queria desenhos pequenos, no tamanho A5. Meia folha de papel dobrada. Próximo ao tamanho do livro impresso. Também queria algo que lembra-se as xilogravuras! Tão belas, tão simples e tão nordestinas!

São mais de 80 ilustrações. Para fazer xilogravura mesmo daria muito trabalho, com mais de 80 matrizes em madeira... isso se eu soubesse fazer xilogravuras na madeira, e conhecesse a técnica, etc..

Então resolvi homenagear o estilo ao fazer desenhos em preto e branco. Nunca tinha pintado assim, sem as minhas queridas cores! Que pânico! Como expor emoções em uma cartela tão pequena????

Tome! Deixe de ser topetuda e achar que sabe as respostas de todas as perguntas...

E assim aprendi que emoções vão além das cores. Há muito o que se expressar em preto e branco. Basta aprender com os cães, que enxergam de forma monocromática e expressam, com doçura e precisão, as suas emoções.

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